Observatório dos Recursos Humanos:
Gostaria de trabalhar numa organização que concilia?
Recomendaria a um familiar ou amigo uma organização que concilia?
Está mais satisfeito e comprometido pelo facto da sua organização conciliar?
Avancemos um pouco mais.
Perante uma opção de compra, compraria preferencialmente a uma organização que concilia?
E recomendaria os seus produtos e/ou serviços referindo a conciliação, além dos critérios habituais (qualidade, preço, garantia)?
E ainda outro passo…
Investiria preferencialmente em organizações que conciliam?
Considera que a conciliação pode ser um bom argumento de competitividade, presente e futuro?
Chegar até ao fim não é tão fácil, verdade?
Diferentes estudos e análises como os realizados por CECU e FORÉTICA vêm demonstrar a existência de um consumidor responsável. Entre 70% e 80% da população considera que a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é um fator importante e, inclusive, decisivo na hora de fazer a aquisição de produtos ou Serviços. É verdade que são poucas (10-15%) as Pessoas que estão dispostas a pagar por isso mais de 10% do valor mas… a RSE e, logo, a conciliação não deve ser mais “cara”.
No que respeito ao investimento socialmente responsável ou sustentável os dados poderiam ser similares.
Poderíamos mudar estes dados de a pregunta fosse sobre empresas conciliadoras em vez de socialmente responsáveis?
Consideram que a conciliação influencia os hábitos de compra de bens ou serviços?
Para tomar decisões certas é necessário dispor de boa informação. A este respeito, gostaríamos de conhecer o quão importante, quanto pesa a conciliação numa empresa reputada em termos laborais ou que vem sendo reconhecida como um bom empregador.
Para tal, é necessário assegurar que todas estas organizações que fazem análise de opinião social e/ou laboral nos mercados, as que realizam monitorização, rankings, observatórios, …, introduzam a conciliação nos seus formulários e atributos para que a opinião pública possa responder. Parece óbvio que se não colocamos este tipo de questões não as temos em consideração e, portanto, não poderemos extrair conclusões.
Nesta matéria, temo-nos dirigido a grandes agentes na matéria (às entidades anteriormente referidas podemos juntar a MERCO, FORO REPUTACIÓN CORPORATIVA, REPUTATION INSTITUTE SPAINSIFT, …)
A resposta de MONITOR MERCO, em geral, e de MERCO PERSONAS, em particular, foi mais contundente até esta data. A MERCO acredita e aposta na conciliação.
A MERCO não só introduziu nas suas fórmulas standard perguntas e atributos relacionados com a conciliação, como também introduziu nas suas ponderações um peso para os mesmos. Uma vez que a conciliação faz parte das suas “receitas”, podemos medir e extrair conclusões.
Que tipo de conclusões podemos extrair até à data?
Com dados de MERCO PERSONAS de 2009:
Para os colaboradores em Espanha, a conciliação é o 4.º fator mais importante, depois de:
Para os especialistas de Recursos Humanos, a conciliação ocupa a mesma posição.
Para não nos estendermos excessivamente e fazer apenas uma comparação, a igualdade é um fenómeno da atualidade, como o é a conciliação, e ocupa para os especialistas de Recursos Humanos o 10.º lugar e para os colaboradores o 6.º lugar.
Embora pudéssemos dispor de muita mais informação, poderemos concluir que:
A conciliação impacta de forma significativa na reputação das organizações como bons empregadores. É um atributo que quando é medido e comunicado com rigor, interessa à população e este interesse alimenta as práticas e políticas de conciliação das nossas organizações.
Podemos priorizar o interesse da sociedade na conciliação da seguinte forma:
A conciliação e reputação andam de mãos dadas. A primeira é causa e a segunda é efeito e estas alimentam-se mutuamente.
Por Roberto Martínez, Diretor da Fundación Másfamilia
Fundacion Másfamilia,
Outubro de 2013